Não me consigo livrar da sensação de exclusão,
Não porque assim quis, não foi minha opção...
No entanto tenho opinião bem formada,
Acerca de toda a idiotice por aí espalhada...
Parece que sou o único com este ponto de vista,
Tudo o resto me sugere que despreze e que resista...
Estou um bocado farto de aturar mentes captas,
Esmagam-me o intelecto como se esmagam baratas...
Mas para essas tenho o melhor dos recados,
Quem me entende sabe que não sou de desacatos...
Portanto é certo que mesmo sem confusões,
Lanço o olhar certo em todas as ocasiões...
E como é sabido que os meus olhos não mentem,
Satisfaz-me a ideia de como as pessoas se sentem...
Porque se uma imagem vale mesmo mais do que mil palavras,
Então esta canção está para elas como o pastor para as cabras...
Não me digam que estou errado, isso comigo já não resulta,
Prefiro que me ignorem pois isso já não me insulta...
Não preciso de mais nada, apenas de sinceridade,
É com ela que alcanço a plena tranquilidade...
É que nesta vida tudo passa, tudo muda e se transforma,
Tal como volta ao sítio qualquer barco que adorna...
Então avanço decidido como quem bate uma porta,
Olho sempre em frente mesmo que a vista seja torta...
E pelo caminho há alento, ajuda-nos a avançar,
Todas as coisas boas que acontecem sem se esperar...
E são essas que há necessidade de citar e descrever,
Porque são as que nos ajudam a deixar de sofrer...
E como tal desempenham papel de extrema importância,
Sem as quais a vida não teria a mínima substância...
São tão simples na verdade, como algo que veio e ficou,
Tão boas que desejas serem saboreadas nice&slow...
São elas que nos fazem tocar a vida para a frente,
Sem receio de ninguém nem de nada que te faça frente...
A vida é assim cheia de altos e baixos, uma encruzilhada,
Mas no final de contas pode ser bem apreciada...
Basta ignorar mesquinhices e ligar às pessoas certas,
Que trazem às nossas vidas emoções concretas...
E é tão bom quando isso finalmente nos acontece,
Evita que aceitemos que a esperança se desvanece...
Como é simples na verdade, não merece explicação,
Como uma tarde de praia em pleno Verão...
Aproveito ao máximo e deixo as coisas correr,
Porque o futuro é incerto mas é fácil de escrever...
E é nele que eu tenho o meu olhar fixado,
O passado já foi, a ele recuso-me a ficar agarrado...
Assim encaro tudo o que realmente me desagrada,
Fica enterrado lá atrás na minha vida desenfreada...
Porque não falo destas coisas sem de nada saber,
E é pena que nem toda a gente o chegue um dia a fazer...
quinta-feira, 3 de junho de 2010
sexta-feira, 9 de abril de 2010
Feeling...
Sei que foi um sonho, mas mais parecia realidade,
Cheio de sentimentos bons, tais como a saudade...
Sensações magníficas ainda que por meros instantes,
Serviram para unir duas almas distantes...
Sei que são coisas que não podemos compreender,
No entanto sei também que não vale a pena esconder...
Porque o seu significado por mais ambíguo que seja,
No intelecto é abstracto mas o coração inveja...
Por vezes estas vontades são difíceis de explicar,
Mas é certo que os feelings nós devemos aceitar...
Ainda que no imaginário, estas coisas acontecem,
E ficamos desolados quando por fim se desvanecem...
Terão algum significado? Serão coincidências apenas?
Sejam elas o que forem transmitem sensações tremendas...
Sensações essas que não queremos deixar fugir,
Tal como quando acordas queres voltar logo a dormir...
Porque embora inconsciente, ele tem algo de real,
Quanto mais não seja um desejo de vencer o surreal...
Explicando assim a grande diferença que existe,
É sonho não é pesadelo e por ser bom ele persiste...
Então nasce uma vontade de o transportar para a vida,
Talvez e quem sabe para cicatrizar alguma ferida...
Mas a perspectiva real é bem dura na realidade,
Pois não é algo fácil que depende apenas da tua vontade...
Resta continuar a sonhar, sem nunca a perder de vista,
E com pequenas vitórias alcançar grande conquista...
Porque quando menos esperamos a surpresa dobra a esquina,
E na grande montra da vida acrescentamos uma vitrina...
Para isso convém estar sempre bem preparado,
Não vá a oportunidade fugir, o que nunca é perdoado...
Neste turbilhão de sentimentos existe alguma ordem,
No caos que enfrento, inquietudes na alma me mordem...
No entanto sou invadido por repentina serenidade,
A calma que me invade devora a ansiedade...
Aguardo tranquilo o que foi reservado para mim,
E espero pelo desfecho aguardado, que imaginei no fim...
E se porventura o que se anseia não se vem a concretizar,
A solução é muito simples, basta continuar a sonhar...
Cheio de sentimentos bons, tais como a saudade...
Sensações magníficas ainda que por meros instantes,
Serviram para unir duas almas distantes...
Sei que são coisas que não podemos compreender,
No entanto sei também que não vale a pena esconder...
Porque o seu significado por mais ambíguo que seja,
No intelecto é abstracto mas o coração inveja...
Por vezes estas vontades são difíceis de explicar,
Mas é certo que os feelings nós devemos aceitar...
Ainda que no imaginário, estas coisas acontecem,
E ficamos desolados quando por fim se desvanecem...
Terão algum significado? Serão coincidências apenas?
Sejam elas o que forem transmitem sensações tremendas...
Sensações essas que não queremos deixar fugir,
Tal como quando acordas queres voltar logo a dormir...
Porque embora inconsciente, ele tem algo de real,
Quanto mais não seja um desejo de vencer o surreal...
Explicando assim a grande diferença que existe,
É sonho não é pesadelo e por ser bom ele persiste...
Então nasce uma vontade de o transportar para a vida,
Talvez e quem sabe para cicatrizar alguma ferida...
Mas a perspectiva real é bem dura na realidade,
Pois não é algo fácil que depende apenas da tua vontade...
Resta continuar a sonhar, sem nunca a perder de vista,
E com pequenas vitórias alcançar grande conquista...
Porque quando menos esperamos a surpresa dobra a esquina,
E na grande montra da vida acrescentamos uma vitrina...
Para isso convém estar sempre bem preparado,
Não vá a oportunidade fugir, o que nunca é perdoado...
Neste turbilhão de sentimentos existe alguma ordem,
No caos que enfrento, inquietudes na alma me mordem...
No entanto sou invadido por repentina serenidade,
A calma que me invade devora a ansiedade...
Aguardo tranquilo o que foi reservado para mim,
E espero pelo desfecho aguardado, que imaginei no fim...
E se porventura o que se anseia não se vem a concretizar,
A solução é muito simples, basta continuar a sonhar...
terça-feira, 6 de abril de 2010
Intemporal...
Quantas e quantas vezes vou precisar de o dizer,
Nesta sociedade querem dominar, a seu belo prazer...
Juventude corrompida, sem valores, responsabilidade,
Usam como argumentos outros tempos, a idade...
Mas nem sempre foi assim, bem pelo contrário,
Esses tempos não estão tão longe no meu imaginário...
Fazíamos tudo o que havia e não havia a fazer,
Mas sempre com cabeça, não fosse o diabo tecer...
Maluqueiras saudáveis mas dentro dos limites,
Sabíamos até onde íamos e sempre sem palpites...
Não fomos nenhuns santos, mas somos bem formados,
Talvez façam hoje falta os cotas antiquados...
A menina sai à vontade, o menino ainda mais,
Depois temos os excessos a começar cedo demais...
Liberdade sim, também sou apologista,
Mas é em demasia e não me chamem de fascista...
Sabia tão bem lutar por mais uns minutos na rua,
E nunca ninguém morreu, não levando em diante a sua...
Outros tempos, sem dúvida outras vontades,
Esta é sem dúvida a mais pura das verdades...
A nossa dose de loucura era bem mais saudável,
E as ideias, atitudes eram de teor confiável...
Mas mais importante do que tudo quero falar no respeito,
Pelo próximo, pelos mais velhos, por quase tudo com efeito...
De tudo o que significávamos era onde tínhamos vantagem,
É a peça que mais falta faz nesta importante engrenagem...
Passam por cima dos outros como se não existissem,
Pensar um pouco neles era bom que conseguissem...
Egoísmo qb, irreverência e alienação,
Fazem parte da sua realidade, mas existe um senão...
Com sobremesas como exemplo, não há lugar para fracos,
E com indiferença no dia-a-dia fazem os seus contactos...
Aparências, ostentação, são as suas prioridades,
Nem atingem que quem falha, falha pelas dificuldades...
Crueldade e vingança, bagagem sem regresso,
Julgam que essa vertente lhes pode trazer sucesso...
Porque ser "cool", estar na moda, é o que mais lhes apetece,
Não têm noção que ali ao lado, o mal também acontece...
Estou a generalizar, sei que é um pouco arriscado,
Mas pelo que vejo todos os dias parece-me bem acertado...
É preciso impor respeito, do bom à antiga e verdadeiro,
Porque neste Mundo de injustiças nós chegamos primeiro...
E se o rumo não agrada, há que o tentar mudar,
E o exemplo começa sempre, dentro de cada lar...
Sempre fomos castigados, e ainda estamos inteiros,
Não nos falta nenhuma peça, como ao relógio ponteiros...
Então vamos a isso, vamos dar educação,
E se for necessário vai ser pela própria mão...
Respeitamos, ajudamos, e no entanto irreverentes,
Estes são os exemplos que deviam ter presentes...
Senão um dia destes não vamos a lado nenhum,
Já bem basta as Estrelitas substituírem o Nestum...
Aprendam a dizer que não, vão ver que é na boa,
E no dia seguinte eles acordam sem que nada lhes doa...
Porque prevenir é mais fácil do que remediar,
E a situação já leva avanço mas vai ter de parar...
Então vos digo hoje e em recado para a sociedade,
A Geração Rasca éramos nós, mas deixámos saudade...
Nesta sociedade querem dominar, a seu belo prazer...
Juventude corrompida, sem valores, responsabilidade,
Usam como argumentos outros tempos, a idade...
Mas nem sempre foi assim, bem pelo contrário,
Esses tempos não estão tão longe no meu imaginário...
Fazíamos tudo o que havia e não havia a fazer,
Mas sempre com cabeça, não fosse o diabo tecer...
Maluqueiras saudáveis mas dentro dos limites,
Sabíamos até onde íamos e sempre sem palpites...
Não fomos nenhuns santos, mas somos bem formados,
Talvez façam hoje falta os cotas antiquados...
A menina sai à vontade, o menino ainda mais,
Depois temos os excessos a começar cedo demais...
Liberdade sim, também sou apologista,
Mas é em demasia e não me chamem de fascista...
Sabia tão bem lutar por mais uns minutos na rua,
E nunca ninguém morreu, não levando em diante a sua...
Outros tempos, sem dúvida outras vontades,
Esta é sem dúvida a mais pura das verdades...
A nossa dose de loucura era bem mais saudável,
E as ideias, atitudes eram de teor confiável...
Mas mais importante do que tudo quero falar no respeito,
Pelo próximo, pelos mais velhos, por quase tudo com efeito...
De tudo o que significávamos era onde tínhamos vantagem,
É a peça que mais falta faz nesta importante engrenagem...
Passam por cima dos outros como se não existissem,
Pensar um pouco neles era bom que conseguissem...
Egoísmo qb, irreverência e alienação,
Fazem parte da sua realidade, mas existe um senão...
Com sobremesas como exemplo, não há lugar para fracos,
E com indiferença no dia-a-dia fazem os seus contactos...
Aparências, ostentação, são as suas prioridades,
Nem atingem que quem falha, falha pelas dificuldades...
Crueldade e vingança, bagagem sem regresso,
Julgam que essa vertente lhes pode trazer sucesso...
Porque ser "cool", estar na moda, é o que mais lhes apetece,
Não têm noção que ali ao lado, o mal também acontece...
Estou a generalizar, sei que é um pouco arriscado,
Mas pelo que vejo todos os dias parece-me bem acertado...
É preciso impor respeito, do bom à antiga e verdadeiro,
Porque neste Mundo de injustiças nós chegamos primeiro...
E se o rumo não agrada, há que o tentar mudar,
E o exemplo começa sempre, dentro de cada lar...
Sempre fomos castigados, e ainda estamos inteiros,
Não nos falta nenhuma peça, como ao relógio ponteiros...
Então vamos a isso, vamos dar educação,
E se for necessário vai ser pela própria mão...
Respeitamos, ajudamos, e no entanto irreverentes,
Estes são os exemplos que deviam ter presentes...
Senão um dia destes não vamos a lado nenhum,
Já bem basta as Estrelitas substituírem o Nestum...
Aprendam a dizer que não, vão ver que é na boa,
E no dia seguinte eles acordam sem que nada lhes doa...
Porque prevenir é mais fácil do que remediar,
E a situação já leva avanço mas vai ter de parar...
Então vos digo hoje e em recado para a sociedade,
A Geração Rasca éramos nós, mas deixámos saudade...
terça-feira, 30 de março de 2010
O Derradeiro Poema Sobre O Amor
Vai entrando devagar, sem que por ele se dê conta,
Quando nos apercebemos é tarde, ao teu coração ele aponta...
E neste abraço entre ambos, sente-se um calor diferente,
Que nos ilumina o espírito, mas um aclarar que se sente...
Muito se vive por ele, muito se sofre, muito se chora,
Mas também há euforia, quando um ser se enamora...
Tira-nos o discernimento, por vezes a própria visão,
São males que bem conhecemos, os que provêm do coração...
É capaz de nos entorpecer e a razão deturpar,
O nosso ser transforma, quando nos consegue dominar...
E por vezes mesmo ao engano, importância não é dada,
Transcendemo-nos e lutamos, pela causa idolatrada...
No entanto existe também, uma outra possibilidade,
Pois quando ele nos engana, do verdadeiro sentimos saudade...
Mas é bom ser-se invadido, por tal sentimento sadio,
Embora haja quem prefira, ser dono de coração vadio...
e quando se diz que se pode, por ele chegar a morrer,
Não é fruto do exagero, apenas do muito querer...
É um sentimento único, do qual não é fácil falar,
É difícil escolher palavras, para o conseguir designar...
Mas quando alguém o desperta, no fundo da nossa essência,
Não olhamos a meios, e perdemos a clarividência...
Vivemos cada momento, como se o amanhã não existisse,
Somos o espelho da alma, reflectindo o que ela nos disse...
E quando é correspondido, sincera e verdadeiramente,
Nada nos pode parar, nada e ninguém nos faz frente...
Somos movidos por uma veemência, que roça o sobrenatural,
Superamo-nos constantemente, como que algo habitual...
Portanto quando digo, que não é fácil falar do amor,
Falo de algo que sinto e que sinto com todo o fervor...
Minha alma incendeia, sinto o sangue a acelerar,
O meu estômago aperta, depois do peito acanhar...
Sua presença me afecta, mas de extremosa maneira,
Faz de mim algo melhor, sem que isso eu queira...
É assunto complicado, temos de o admitir,
Mas sempre que é examinado, não evitamos sorrir...
E embora algo abstracto, que não podemos tocar,
Sem ele não podemos viver e sem ele não queremos ficar!
Quando nos apercebemos é tarde, ao teu coração ele aponta...
E neste abraço entre ambos, sente-se um calor diferente,
Que nos ilumina o espírito, mas um aclarar que se sente...
Muito se vive por ele, muito se sofre, muito se chora,
Mas também há euforia, quando um ser se enamora...
Tira-nos o discernimento, por vezes a própria visão,
São males que bem conhecemos, os que provêm do coração...
É capaz de nos entorpecer e a razão deturpar,
O nosso ser transforma, quando nos consegue dominar...
E por vezes mesmo ao engano, importância não é dada,
Transcendemo-nos e lutamos, pela causa idolatrada...
No entanto existe também, uma outra possibilidade,
Pois quando ele nos engana, do verdadeiro sentimos saudade...
Mas é bom ser-se invadido, por tal sentimento sadio,
Embora haja quem prefira, ser dono de coração vadio...
e quando se diz que se pode, por ele chegar a morrer,
Não é fruto do exagero, apenas do muito querer...
É um sentimento único, do qual não é fácil falar,
É difícil escolher palavras, para o conseguir designar...
Mas quando alguém o desperta, no fundo da nossa essência,
Não olhamos a meios, e perdemos a clarividência...
Vivemos cada momento, como se o amanhã não existisse,
Somos o espelho da alma, reflectindo o que ela nos disse...
E quando é correspondido, sincera e verdadeiramente,
Nada nos pode parar, nada e ninguém nos faz frente...
Somos movidos por uma veemência, que roça o sobrenatural,
Superamo-nos constantemente, como que algo habitual...
Portanto quando digo, que não é fácil falar do amor,
Falo de algo que sinto e que sinto com todo o fervor...
Minha alma incendeia, sinto o sangue a acelerar,
O meu estômago aperta, depois do peito acanhar...
Sua presença me afecta, mas de extremosa maneira,
Faz de mim algo melhor, sem que isso eu queira...
É assunto complicado, temos de o admitir,
Mas sempre que é examinado, não evitamos sorrir...
E embora algo abstracto, que não podemos tocar,
Sem ele não podemos viver e sem ele não queremos ficar!
domingo, 28 de fevereiro de 2010
De (mente)...
Gosto de uma ideia, mas de uma ideia diferente,
Daquela que não atrofia, mas que expande a mente...
Tenho o gosto de poeta, exprimo aquilo que sinto,
Pois quando não escrevo, sou dado como extinto...
Das palavras faço vida, uso-as com um propósito,
Não faço do vocabulário apenas um mero depósito...
Uma arma poderosa, assim considero a escrita,
Seja simples ou complexa, informal ou erudita...
Não é fácil por vezes, retratar acontecimentos,
Escolher bem as palavras para ilustrar os momentos...
Mas o difícil torna-se fácil e o pesado leve,
E na fusão do pensamento surge uma ideia breve...
Como peixe na água, pássaro ao sabor do vento,
Na escrita persisto, como um forte sentimento...
Apuro culpas, responsabilidades e as maiores falhas,
Feito com sublimidade, simples escolha de palavras...
Quero mudar o Mundo, quero marcar a diferença,
Sou absorvido na literatura, como moribundo pela doença...
A energia que me invade é difícil de explicar,
E as forças que me impelem, incapaz de contrariar...
Mergulho num certo estado, numa outra dimensão,
Onde sou mestre e senhor, onde impera a minha razão...
Liberto-me desta vida, como cabeça do busto,
Onde todos querem vencer, não importa a que custo...
Semelhantes que se pisam, sem olhar a consequências,
Fazem-me lembrar vampiros, a sugar suas essências...
Sociedade envenenada, a caminho do declínio,
A desvanecer sufocada no seu próprio fascínio...
Então quebro as amarras que à realidade me ligam,
Mas não quero de forma alguma, que outros me sigam...
Porque a área onde resido é muito parca em espaço,
E se outros o ambicionam, tornam-no ainda mais escasso...
Não sobreviveríamos, questão de incompatibilidade,
Do confronto de ideias à clandestinidade...
Sei que não sou único, muito menos especial,
Sou apenas uma visão diferente, mais perto da ideal...
Dos dias que nos restam tenho vontade deliberada,
De extinguir injustiças, na sociedade quero a ferida sarada...
Vou lutando como posso, pequenos gestos dia-a-dia,
Certo que a energia doada, foi aquela que podia...
A batalha vai a meio, mas a guerra não tem fim,
Tento apenas acrescentar, mais uma flor ao jardim...
E vou vendo este Mundo, sempre com inconformidade,
Sempre saudoso de um outro, do qual sinto sempre saudade!
E a vida é tão curta, para encontrarmos o caminho,
Por isso ficamos neste, é nossa sina, nosso destino...
Daquela que não atrofia, mas que expande a mente...
Tenho o gosto de poeta, exprimo aquilo que sinto,
Pois quando não escrevo, sou dado como extinto...
Das palavras faço vida, uso-as com um propósito,
Não faço do vocabulário apenas um mero depósito...
Uma arma poderosa, assim considero a escrita,
Seja simples ou complexa, informal ou erudita...
Não é fácil por vezes, retratar acontecimentos,
Escolher bem as palavras para ilustrar os momentos...
Mas o difícil torna-se fácil e o pesado leve,
E na fusão do pensamento surge uma ideia breve...
Como peixe na água, pássaro ao sabor do vento,
Na escrita persisto, como um forte sentimento...
Apuro culpas, responsabilidades e as maiores falhas,
Feito com sublimidade, simples escolha de palavras...
Quero mudar o Mundo, quero marcar a diferença,
Sou absorvido na literatura, como moribundo pela doença...
A energia que me invade é difícil de explicar,
E as forças que me impelem, incapaz de contrariar...
Mergulho num certo estado, numa outra dimensão,
Onde sou mestre e senhor, onde impera a minha razão...
Liberto-me desta vida, como cabeça do busto,
Onde todos querem vencer, não importa a que custo...
Semelhantes que se pisam, sem olhar a consequências,
Fazem-me lembrar vampiros, a sugar suas essências...
Sociedade envenenada, a caminho do declínio,
A desvanecer sufocada no seu próprio fascínio...
Então quebro as amarras que à realidade me ligam,
Mas não quero de forma alguma, que outros me sigam...
Porque a área onde resido é muito parca em espaço,
E se outros o ambicionam, tornam-no ainda mais escasso...
Não sobreviveríamos, questão de incompatibilidade,
Do confronto de ideias à clandestinidade...
Sei que não sou único, muito menos especial,
Sou apenas uma visão diferente, mais perto da ideal...
Dos dias que nos restam tenho vontade deliberada,
De extinguir injustiças, na sociedade quero a ferida sarada...
Vou lutando como posso, pequenos gestos dia-a-dia,
Certo que a energia doada, foi aquela que podia...
A batalha vai a meio, mas a guerra não tem fim,
Tento apenas acrescentar, mais uma flor ao jardim...
E vou vendo este Mundo, sempre com inconformidade,
Sempre saudoso de um outro, do qual sinto sempre saudade!
E a vida é tão curta, para encontrarmos o caminho,
Por isso ficamos neste, é nossa sina, nosso destino...
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Ideias... muitas... tempo... nenhum!
Ideias tenho muitas, não param de aparecer,
O problema é o tempo que não tenho para escrever...
Mas deixo aqui algo dito, para os mais preocupados,
Não, não perdi o jeito, podem ficar descansados...
Prometo voltar em breve, até lá minhas desculpas,
Há tanto para dizer, que envolve tantas lutas...
Portanto aos mais atentos, assíduos e seguidores,
Aqui fica um cheirinho, para lhes aliviar ardores...
até já...
O problema é o tempo que não tenho para escrever...
Mas deixo aqui algo dito, para os mais preocupados,
Não, não perdi o jeito, podem ficar descansados...
Prometo voltar em breve, até lá minhas desculpas,
Há tanto para dizer, que envolve tantas lutas...
Portanto aos mais atentos, assíduos e seguidores,
Aqui fica um cheirinho, para lhes aliviar ardores...
até já...
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Agonia Intelectual...
Devo estar em algum declínio criativo pois,
As ideias não consigo separar, seleccionar...
Algo se interpõe entre mim e a minha mente,
E o que penso não estou a conseguir dissecar...
Mas não vale o esforço despendido em desespero,
Pois sei que como sempre é algo passageiro...
E de novo voltarei com força a atacar,
E a rima voltará para o ouvido mais certeiro...
No entreposto aproveito para afinar, delinear,
Um plano que se adeqúe à nova atitude...
Por certo a mente não o vai estranhar mas,
A questão estará sempre vinculada na virtude...
E é desta maneira, tão sóbria e cristalina,
Que me questiono acerca da preposição...
Pois se é facto que em agonia estou em silêncio,
Na verdade mais sincera eu encontro a solução...
Vou lutando comigo mesmo numa batalha cruel,
O propósito que me move é intenso e interior...
E como que um grito abafado que na garganta explode,
O sentimento que se segue é solto com furor...
No caminho que percorro na busca de algo melhor,
Os altos e baixos sucedem-se sem piedade...
Mas no calor das palavras me recolho sempre,
E aí sinto que alcanço o oposto da saudade...
Deste modo eu avanço nesta vida atribulada,
Dos meus erros eu faço um mapa correcto...
Para que siga sempre o melhor dos percursos,
E não pise jamais com os meus pés, nada que não o caminho certo...
Vou pensando neste dilema, ele me impele a reflectir,
E em cada linha que acrescento tenho o poder de decidir...
É a arma mais poderosa, com que sempre pude contar,
Da palavra faço a minha lei, que dilacera o comum vulgar...
As ideias não consigo separar, seleccionar...
Algo se interpõe entre mim e a minha mente,
E o que penso não estou a conseguir dissecar...
Mas não vale o esforço despendido em desespero,
Pois sei que como sempre é algo passageiro...
E de novo voltarei com força a atacar,
E a rima voltará para o ouvido mais certeiro...
No entreposto aproveito para afinar, delinear,
Um plano que se adeqúe à nova atitude...
Por certo a mente não o vai estranhar mas,
A questão estará sempre vinculada na virtude...
E é desta maneira, tão sóbria e cristalina,
Que me questiono acerca da preposição...
Pois se é facto que em agonia estou em silêncio,
Na verdade mais sincera eu encontro a solução...
Vou lutando comigo mesmo numa batalha cruel,
O propósito que me move é intenso e interior...
E como que um grito abafado que na garganta explode,
O sentimento que se segue é solto com furor...
No caminho que percorro na busca de algo melhor,
Os altos e baixos sucedem-se sem piedade...
Mas no calor das palavras me recolho sempre,
E aí sinto que alcanço o oposto da saudade...
Deste modo eu avanço nesta vida atribulada,
Dos meus erros eu faço um mapa correcto...
Para que siga sempre o melhor dos percursos,
E não pise jamais com os meus pés, nada que não o caminho certo...
Vou pensando neste dilema, ele me impele a reflectir,
E em cada linha que acrescento tenho o poder de decidir...
É a arma mais poderosa, com que sempre pude contar,
Da palavra faço a minha lei, que dilacera o comum vulgar...
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
Bom Ano!
Mais um ano que passa, mais algumas páginas da nossa vida foram viradas. Umas mais agradáveis de vislumbrar, outras mais importantes para reflectir e melhorar e, quem sabe, inovar!
No entanto, nesta sede de percorrer avidamente o caminho a que chamamos vida, por vezes esquecemos pormenores que de tão triviais, pensamos não terem importância alguma mas, no entanto, é bom não esquecer que o que para nós por vezes é insignificante, pode de facto representar imenso para os outros!
Que o ano que está a chegar seja repleto de coisas boas e, mais ainda, de muitos pormenores! Não nos deixemos cegar pelo egoísmo egocêntrico que cada vez mais faz parte do nosso quotidiano. Afinal, todos nós fazemos parte dos outros e, nos outros, está cada um de nós!...
Bom Ano!
No entanto, nesta sede de percorrer avidamente o caminho a que chamamos vida, por vezes esquecemos pormenores que de tão triviais, pensamos não terem importância alguma mas, no entanto, é bom não esquecer que o que para nós por vezes é insignificante, pode de facto representar imenso para os outros!
Que o ano que está a chegar seja repleto de coisas boas e, mais ainda, de muitos pormenores! Não nos deixemos cegar pelo egoísmo egocêntrico que cada vez mais faz parte do nosso quotidiano. Afinal, todos nós fazemos parte dos outros e, nos outros, está cada um de nós!...
Bom Ano!
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
Liberdade?
Liberdade, mas sempre com consistência,
Por vezes é confundida com pura irreverência...
Sempre as mesmas acusações, todas sem sentido,
Ao longo dos anos já te queimam o ouvido...
Cabelo comprido, piercings ou uma simples tatuagem,
São símbolos negativos e nunca de coragem...
Descriminados por uma sociedade (in)diferente,
Onde a abertura está fechada nas mentes de toda a gente...
Além disso a cor, que todos dizem estar ultrapassada,
mas no fundo é desculpa para ocultar uma fachada...
Porque no fundo o olhar não é igual,
A escuridão perturba o raciocínio normal...
E então, que raio fazemos para mudar?
Ao tempo que isto se arrasta é fácil de lembrar...
Acabar com estas atitudes é o caminho a seguir,
Porque se para uns é dor, para outros é só sorrir...
Para muitos é demasiado fácil acusar,
Sem pensar no que se diz ou no que se vai causar...
A batalha pela igualdade está longe do fim,
Mas cada passo para a mudança é sempre feito assim...
Não é de um dia para o outro que muda a mentalidade,
Porque não é boa acção ou obra de caridade...
É assunto muito sério, doença de uma sociedade,
E como tal tem de ser tratada com toda a seriedade...
Mas chamemos as coisas pelo seu nome,
O preconceito é mais grave do que a própria fome...
E para ele não existe tratamento documentado,
Há apenas bom senso que tem de ser implementado...
A luta será dura e é contra o mais otário,
Mas nesta campanha gosto, de ser mandatário...
Juntemos então forças, todos não somos demais,
Nesta guerra sem fronteiras de atitudes banais...
Porque o meu brinco é a minha liberdade,
Ostentá-lo é vitória que conquista igualdade...
Pois represento uma classe que merece respeito,
E diferente sou igual mas despido de preconceito!
Por vezes é confundida com pura irreverência...
Sempre as mesmas acusações, todas sem sentido,
Ao longo dos anos já te queimam o ouvido...
Cabelo comprido, piercings ou uma simples tatuagem,
São símbolos negativos e nunca de coragem...
Descriminados por uma sociedade (in)diferente,
Onde a abertura está fechada nas mentes de toda a gente...
Além disso a cor, que todos dizem estar ultrapassada,
mas no fundo é desculpa para ocultar uma fachada...
Porque no fundo o olhar não é igual,
A escuridão perturba o raciocínio normal...
E então, que raio fazemos para mudar?
Ao tempo que isto se arrasta é fácil de lembrar...
Acabar com estas atitudes é o caminho a seguir,
Porque se para uns é dor, para outros é só sorrir...
Para muitos é demasiado fácil acusar,
Sem pensar no que se diz ou no que se vai causar...
A batalha pela igualdade está longe do fim,
Mas cada passo para a mudança é sempre feito assim...
Não é de um dia para o outro que muda a mentalidade,
Porque não é boa acção ou obra de caridade...
É assunto muito sério, doença de uma sociedade,
E como tal tem de ser tratada com toda a seriedade...
Mas chamemos as coisas pelo seu nome,
O preconceito é mais grave do que a própria fome...
E para ele não existe tratamento documentado,
Há apenas bom senso que tem de ser implementado...
A luta será dura e é contra o mais otário,
Mas nesta campanha gosto, de ser mandatário...
Juntemos então forças, todos não somos demais,
Nesta guerra sem fronteiras de atitudes banais...
Porque o meu brinco é a minha liberdade,
Ostentá-lo é vitória que conquista igualdade...
Pois represento uma classe que merece respeito,
E diferente sou igual mas despido de preconceito!
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
Dor
A dor, algo com que ninguém gosta de lidar,
Mas pior do que a física é aquela que não podes tocar...
Podemos obtê-la de muitas maneiras,
E nunca é agradável, não é algo que queiras...
No entanto com ela aprendemos a viver,
Afinal no fim de contas habituas-te a sofrer...
Umas vezes dói mais, outras dá uma trégua,
Está sempre presente como centímetros numa régua...
Pois uma vez chegada jamais te abandona,
Puxa-te para baixo, não consegues vir à tona...
Lutas contra ela, tentas sempre ultrapassar,
O sentimento persiste, no peito é o seu lugar...
Embora abstracta ela cansa, é bem real,
Sentes-te pilha gasta no comando que mais muda de canal...
Mas por mais que tentes mudar, nunca alteras isso,
Ela não se controla, mais parece um feitiço...
E esquecer não é o caminho, disso podes ter a certeza,
Certo como a coroa que fica e só muda a realeza...
Então perguntas tu, o que podes fazer?
A resposta é bem simples, continuas a viver...
Por mais angústia que sintas, cada lágrima liberta,
Na confusão abres caminho, encontras a estrada certa...
Sei que não é fácil, nada nesta vida o é,
Mas chega uma altura em que tens de bater o pé...
Ser forte por ti, e por quem mais te diz,
Nestas andanças sei do que falo, pois já fui aprendiz...
Mas agora sou mestre, infelizmente o digo,
E ultrapassar contrariedades, facilmente consigo...
Porque embora magoe, ela torna-te mais forte,
E seres bem sucedido não tem a ver com a sorte...
Uma força oculta, que te impede de avançar,
É assim que se explica o que estás a passar...
Mas em breve as coisas mudam, é preciso calma,
E a força de que necessitas começa a nascer na alma...
Vem depois a raiva, a inconformidade ataca,
Atravessa-te o coração como se fosse uma estaca...
E é nessa altura, que te sentes preparado,
Porque o mal está feito, não pode ser contrariado...
Mais do que uma batalha, entre a fé e a ciência,
Está uma guerra perdida contra a persistência...
Então levantas a cabeça, libertas o teu olhar,
Esteve preso muito tempo e o chão a focar...
Sais do buraco profundo, que escolheste para te esconder,
Porque embora dorido continuaste a viver...
E agora que vês isso, não o podes negar,
Embora a vida seja injusta é nela que queres ficar!
Mas pior do que a física é aquela que não podes tocar...
Podemos obtê-la de muitas maneiras,
E nunca é agradável, não é algo que queiras...
No entanto com ela aprendemos a viver,
Afinal no fim de contas habituas-te a sofrer...
Umas vezes dói mais, outras dá uma trégua,
Está sempre presente como centímetros numa régua...
Pois uma vez chegada jamais te abandona,
Puxa-te para baixo, não consegues vir à tona...
Lutas contra ela, tentas sempre ultrapassar,
O sentimento persiste, no peito é o seu lugar...
Embora abstracta ela cansa, é bem real,
Sentes-te pilha gasta no comando que mais muda de canal...
Mas por mais que tentes mudar, nunca alteras isso,
Ela não se controla, mais parece um feitiço...
E esquecer não é o caminho, disso podes ter a certeza,
Certo como a coroa que fica e só muda a realeza...
Então perguntas tu, o que podes fazer?
A resposta é bem simples, continuas a viver...
Por mais angústia que sintas, cada lágrima liberta,
Na confusão abres caminho, encontras a estrada certa...
Sei que não é fácil, nada nesta vida o é,
Mas chega uma altura em que tens de bater o pé...
Ser forte por ti, e por quem mais te diz,
Nestas andanças sei do que falo, pois já fui aprendiz...
Mas agora sou mestre, infelizmente o digo,
E ultrapassar contrariedades, facilmente consigo...
Porque embora magoe, ela torna-te mais forte,
E seres bem sucedido não tem a ver com a sorte...
Uma força oculta, que te impede de avançar,
É assim que se explica o que estás a passar...
Mas em breve as coisas mudam, é preciso calma,
E a força de que necessitas começa a nascer na alma...
Vem depois a raiva, a inconformidade ataca,
Atravessa-te o coração como se fosse uma estaca...
E é nessa altura, que te sentes preparado,
Porque o mal está feito, não pode ser contrariado...
Mais do que uma batalha, entre a fé e a ciência,
Está uma guerra perdida contra a persistência...
Então levantas a cabeça, libertas o teu olhar,
Esteve preso muito tempo e o chão a focar...
Sais do buraco profundo, que escolheste para te esconder,
Porque embora dorido continuaste a viver...
E agora que vês isso, não o podes negar,
Embora a vida seja injusta é nela que queres ficar!
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